Este é um blog aberto ao público, para que aqui deixe sua postagem a respeito do tema em seu país. Pode ser a Sabedoria Popular em qualquer área: Saúde, Beleza, Vida, Particularidades Culturais, Religião, Arte.

29
Out 10

http://www.gazetacn.com.br/wp-content/uploads/2010/04/oliveiras-site.jpg
Fiz há dias uma pequena viagem pela zona de Condeixa-a-Nova / Condeixa-a-Velha...terras da minha afeição...
Conheço-lhes, desde criança, a fartura de azeite e nozes.
Este ano, deliciei-me com o espectáculo das oliveiras carregadas de belas azeitonas! Os frágeis ramos pendem com o peso do precioso fruto.
E dei comigo a pensar na riqueza que esta árvore milenar nos oferece
...a começar pelas saborosas azeitonas, que, se bem temperadas são "aquele" petisco que sabe tão bem mas, em exagero, pode fazer mal...
...o azeite que alimenta e ilumina...que saudade dos dias da apanha e dos dias no lagar, com mós e ceiras e prensas e fios dourados a escorrer
sabor...
...e já agora, aproveitar-lhe as folhas e fazer um chá reconfortante com que se põe a tensão arterial no devido lugar!
...é verdade...funciona mesmo, eu que o diga!
Ah! E não é o ramo de oliveira o símbolo da Paz?
Abençoada Oliveira!
publicado por Belisa Vaio às 22:53

28
Out 10

Ontem, nossa querida Maria publicou aqui um post sobre as ervas aromáticas, e nos fêz lembrar de uma receita de "abóbora com coentro" que faço, que, na verdade, fui eu mesma que inventei, mas nem por isso menos gostosa!...Minhas meninas, quando crianças aprenderam a gostar de abóboras, por conta dela!

 

Mas, antes de ir à receita, quando ela falou da substituição do sal, pelas ervas,acabei me recordando de algo bem engraçado!..É rápido, leva só um minutinho prá contar:

 

Papai, era um excelente cozinheiro, tudo que ele fazia ficava ótimo, mas, tinha a mão um pouco pesada no sal!...Eu, sempre às voltas com uma alimentação saudável, já vou bem mais devagar, e, às vezes lhe falava:- Nossa, tá com a mãozinha pesada no sal, hem?!!!!!

Êle, descendente de italianos, já respondia, fazendo voz de zangado: - Puta merda,(delicaaaado!!!) vocês, daqui a pouco vão comer sem sal, e achar que está salgado!..E não é, que mais do que uma vez, só fui me dar conta que havia esquecido o sal, quando já estava quase acabando de comer?...Aí, me lembro e dou risada!...E também fico com saudades...Muitas saudades!

 

Bem, mas vamos à receita:

 

Pegue uma abóbora madura, descasque e corte em cubos.Claro, que se a abóbora for muito grande, faça a quantia que lhe apetecer.

Faça um refogado com bastante cebola ( 1 ou 2), uns 3 dentes de alho, e acrescente a abóbora, e um pouco de sal.

Vá cozinhando até que vire uma papa, corrija o sal à gosto, acrescente um pouco de farinha de mandioca, apenas o suficiente para dar uma certa "liga" e, então acrescente um pouco de salsinha, cebolinha e um toque de coentro...Cuidado para não exagerar no coentro, pois pode alterar todo o prato...E cuidado tb com o sal, pois se salgar muito perde toda a graça.

 

Obs: Às vezes a própria consistência da abóbora,  leva-nos a achar a farinha de mandioca dispensável, mas é ela que vai dar também o diferencial do prato. Serve de acompanhamento para carnes, e indispensável também o arroz branco!....Se sobrar, pode deixar na geladeira e servir como acompanhamento frio numa próxima refeição, que, no caso vai substituir uma eventual salada.....Bom também!

 

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 16:30

24
Out 10

Ontem, fazendo um comentário ao post de Belisa sobre a Amnistia Internacional, disse-lhe que tenho vivido como os três macaquinhos famosos, um com as mãos nos olhos, outro com as mãos na boca, outro com as mãos nos ouvidos....

Aí dei-me conta dessas figuras que estão sempre ilustrando, comunicando claramente situações, e quiz saber mais sobre elas!...E a historia é bastante interessante!...Vale a pena se aprofundar:

 

Os Três Macacos Sábios  ilustram a porta do Estábulo Sagrado, um templo do século XVII localizado no Santuário Toshogu, na cidade de Nikko, Japão. Sua origem é baseada em um trocadilho japonês. Seus nomes são mizaru (o que cobre os olhos), kikazaru (o que tapa os ouvidos) e iwazaru (o que tapa a boca), que é traduzido como NÃO OUÇA O MAL, NÃO FALE O MAL e NÃO VEJA O MAL. A palavra saru, em japonês, significa macaco e tem o mesmo som da terminação verbal  zaru, que está ligado à negação.

 

O folclore japonês diz que a imagem dos macacos foi trazida por um monge budista chinês,  no século XVIII. Apesar disso, não há comprovação dessa suposição.

 

É uma forma de lembrar que, se os homens não olhassem, não ouvissem e não falassem o mal alheio, teríamos comunidades pacíficas com paz e harmonia.

 

 

 

Como Ganhar Dinheiro na Internet
publicado por Bete do Intercambiando às 02:51

22
Out 10

 

Há dias fui gentilmente abordada por uma jovem, daquelas que emanam luz própria, pedindo-me para me dar a conhecer o que é a Amnistia Internacional.

Creio que toda a gente já ouviu falar nesta ONG, mas, como eu, um pouco ao largo, quero dizer...pois...isso é para os outros...

Desta vez parei.

Ouvi.

Comprometi-me.

Assinei por baixo.

E, além de colaborar com uma pequena quantia para o andamento da grande máquina que é esta Organização, vou passar, sim,  a enviar cartas aos grandes (?) senhores do Mundo, chamando-lhes a atenção para as atrocidades e injustiças que praticam...

Quero estar mais atenta a esta e outras Organizações que ainda acreditam num Mundo melhor.

E, sempre que possível, concretizar essa atenção, assinando por baixo...com tudo o que esse acto implica.

E se mais o fizéssemos?

É que aprendi que ...A União faz a Força!

publicado por Belisa Vaio às 09:51

21
Out 10

Assim, como Sofia, ( do livro A escolha de Sofia de William Styrone), que teve que escolher qual de seus 2 filhos pretendia deixar assassinar, Marina Silva, canditada derrotada em primeiro turno nas eleições presidenciais brasileiras, mas com expressiva votação, também ela, se viu num dilema:- Qual dos candidatos apoiar, uma vez que seu apoio seria decisivo para qualquer das partes....A sua escolha não poderia se limitar  a  preferências partidárias, mas, e principalmente,  teria que ser baseada em compromisso com suas ideologias.....Assim como eu, milhões de brasileiros, num primeiro momento, se decepcionaram com sua decisão!....Mas, lendo na íntegra sua carta aos candidatos, se pode compreendê-la!....

É uma carta bastante longa, mas importante a leitura àqueles que querem compreender a política brasileira! 

 

 

 

Carta Aberta aos Candidatos à Presidência da República

 

Prezada Dilma Roussef,

Prezado José Serra,

 

Agradeço, inicialmente, a deferência com que ambos me honraram

ao manifestar interesse em minha colaboração e a atenção que

dispensaram às propostas e ideias contidas na “Agenda para um

Brasil Justo e Sustentável” que nós, do Partido Verde, lhes enviamos

neste segundo turno das eleições presidenciais de 2010.

Embora seus comentários à Agenda mostrem afinidades importantes

com nosso programa, gostaríamos que avançassem em clareza e

aprofundamento no que diz respeito aos compromissos. Na verdade,

entendemos que somos o veículo para um diálogo de ambos com os

eleitores a respeito desses temas. Nesse sentido, mantemo-nos na

posição de mediadores, dispostos a continuar colaborando para que

esse processo alcance os melhores resultados.

Aos contatos que tivemos e aos documentos que compartilhamos,

acrescento esta reflexão, que traz a mesma intenção inicial de minha

candidatura: debater o futuro do Brasil.

Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste

momento não significa neutralidade em relação aos rumos da

campanha. Creio mesmo que uma posição de independência,

reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o

povo brasileiro.

Já disse algumas vezes que me sinto muito feliz por, aos 52 anos,

estar na posição de mantenedora de utopias, como os brasileiros que

inspiraram minha juventude com valores políticos, humanos, sociais e

espirituais. Hoje vejo que utopias não são o horizonte do impossível,

mas o impulso que nos dá rumo, a visão que temos, no presente, do

que será real e terreno conquistado no futuro.

É com esse compromisso da maturidade pessoal e política e com a

tranquilidade dada pelo apreço e respeito que tenho por ambos que

ouso lhes dirigir estas palavras.

Quando olhamos retrospectivamente a história republicana do Brasil,

vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre

pela redução da disputa política ao confronto de duas forças

determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado.

Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora,

PT X PSDB.

Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma

ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade

da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época

de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre

si até as últimas consequências.

Ambos, ao rejeitarem o mosaico indistinto representado pelo guardachuva

do MDB, enriqueceram o universo político brasileiro criando

alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias

pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública.

Agora, o mergulho desses partidos no pragmatismo da antiga lógica

empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país

reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a

construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos

capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes

visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da

sociedade, em nome do bem-comum.

A permanência dessa dualidade destrutiva é característica de um

sistema politico que não percebe a gravidade de seu descolamento

da sociedade. E que, imerso no seu atraso, não consegue dialogar

com novos temas, novas preocupações, novas soluções, novos

desafios, novas demandas, especialmente por participação política.

Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras

e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros,

são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a

política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem

limites.

Esse pragmatismo, que cada um usa como arma, é também a

armadilha em que ambos caem e para a qual levam o país. Arma-se

o eterno embate das realizações factuais, da guerra de números e

estatísticas, da reivindicação exclusivista de autoria quase sempre

sustentada em interpretações reducionistas da história.

Na armadilha, prende-se a sociedade brasileira, constrangida a ser

apenas torcida quando deveria ser protagonista, a optar por pacotes

políticos prontos que pregam a mútua aniquilação.

Entendo, porém, que o primeiro turno de 2010 trouxe uma reação

clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A

votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e

de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político

diferente.

Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização

do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase

20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a

dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em

nosso país.

Esta etapa eleitoral cria uma oportunidade de inflexão para todos,

inclusive ou principalmente para vocês que estão diante da chance

de, na Presidência da República, liderar o verdadeiro nascimento

republicano do Brasil.

Durante o primeiro turno, quando me perguntavam sobre como iria

compor o governo e ter sustentação no Congresso Nacional, sempre

dizia que, em bases programáticas, iria governar com os melhores de

cada partido. Peço que vejam na votação concedida à candidatura do

PV algo que ultrapassa meu nome e que não se deixem levar por

análises ligeiras.

Esses votos não são uma soma indistinta de pendores setoriais. Eles

configuram, no seu conjunto, um recado político relevante. Entendoos

como expressão de um desejo enraizado no povo brasileiro de

sair do enquadramento fatalista que lhe reservaram e escolher outros

valores e outros conteúdos para o desenvolvimento nacional.

E quem tentou desqualificar principalmente o voto evangélico que me

foi dado, não entendeu que aqueles com quem compartilho os

valores da fé cristã evangélica, vão além da identidade espiritual.

Sabem que votaram numa proposta fundada na diversidade, com

valores capazes de respeitar os diferentes credos, quem crê e quem

não crê. E perceberam que procurei respeitar a fé que professo, sem

fazer dela uma arma eleitoral.

Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela

e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política

universal com base em valores religiosos. São inspiração para o

mundo. Não há porque discriminar ou estigmatizar convicções

religiosas ou a ausência delas quando, mesmo diferentes, nos

encontramos na vontade comum de enfrentar as distorções que

pervertem o espaço da política. Entre elas, a apropriação material e

imaterial indevida daquilo que é público, seja por meio de corrupção

ou do apego ao poder e a privilégios; a má utilização de recursos e

de instrumentos do Estado; e o boicote ao novo.

Assim, ao contrário de leituras reducionistas, o apoio que recebi dos

mais diversos setores da sociedade revela uma diferença

fundamental entre optar e escolher. Na opção entre duas coisas précolocadas

e excludentes, o cidadão vota “contra” um lado, antes

mesmo de ser a favor de outro. Na escolha, dá-se o contrário: o voto

se constrói na história, na ampliação da cidadania, na geração de

novas alternativas em uma sociedade cada vez mais complexa.

A escolha, agora, estende-se a vocês. É a atitude de vocês, mais que

o resultado das urnas, que pode demarcar uma evolução na prática

política no Brasil. Podemos permanecer no espaço sombrio da

disputa do poder pelo poder ou abrir caminho para a política

sustentável que será imprescindível para encarar o grande desafio

deste século, que é global e nacional.

Não há mais como se esconder, fechar os olhos ou dar respostas

tímidas, insuficientes ou isoladas às crises que convergem para a

necessidade de adaptar o mundo à realidade inexorável ditada pelas

mudanças climáticas. Não estamos apenas diante de fenômenos da

natureza.

O mega fenômeno com o qual temos que lidar é o do encontro da

humanidade com os limites de seus modelos de vida e com o grande

desafio de mudar. De recriar sua presença no planeta não só por

meio de novas tecnologias e medidas operacionais de sobrevivência,

mas por um salto civilizatório, de valores.

Não se trata apenas de ter políticas ambientais corretas ou a

incentivar os cidadãos a reverem seus hábitos de consumo. É

necessária nova mentalidade, novo conceito de desenvolvimento,

parâmetros de qualidade de vida com critérios mais complexos do

que apenas o acesso crescente a bens materiais.

O novo milênio que se inicia exige mais solidariedade, justiça dentro

de cada sociedade e entre os países, menos desperdício e menos

egoísmo. Exige novas formas de explorar os recursos naturais, sem

esgotá-los ou poluí-los. Exige revisão de padrões de produção e um

fortíssimo investimento em tecnologia, ciência e educação.

É esse, em síntese, o sentido do que chamamos de Desenvolvimento

Sustentável e que muitos, por desconhecimento ou má-fé, insistem

em classificar como mera tentativa de agregar mais alguns cuidados

ambientais ao mesmo paradigma vigente, predador de gente e

natureza.

É esse mesmo Desenvolvimento Sustentável que não existirá se não

estiver na cabeça e no coração dos dirigentes políticos, para que

possa se expressar no eixo constitutivo da força vital de governo.

Que para ganhar corpo e escala precisa estar entranhado em

coragem e determinação de estadista. Que será apenas discurso

contraditório se reduzido a ações fragmentadas logo anuladas por

outras insustentáveis, emanadas do mesmo governo.

E, finalmente, é esse o Desenvolvimento Sustentável cujos objetivos

não se sustentarão se não estiver alicerçado na superação da

inaceitável, desumana e antiética desigualdade social. Esta é ainda a

marca mais resistente da história brasileira em todos os tempos, em

que pesem os inegáveis avanços econômicos dos últimos 16 anos,

que nos levaram à estabilidade econômica, e das recentes

conquistas sociais que tiraram da linha da pobreza mais de 24

milhões de pessoas e elevaram à classe média cerca de 30 milhões

de pessoas.

A sociedade, em sua sábia intuição, está entendendo cada vez mais

a dimensão da mudança e o compromisso generoso que ela implica,

com o país, com a humanidade e com a vida no Planeta. Os votos

que me foram dados podem não refletir essa consciência como

formulação conceitual, mas estou certa de que refletem o sentimento

de superação de um modelo. E revelam também a convicção de que

o grande nó está na política porque é nela que se decide a vida

coletiva, se traçam os horizontes, se consolidam valores ou a falta

deles.

Essa perspectiva não foi inventada por uma campanha presidencial.

Os votos que a consagram estão sendo gestados ao longo dos

últimos 30 anos no Brasil, desde que a luta pela reconquista da

democracia juntou-se à defesa do meio ambiente e da qualidade de

vida nas cidades, no campo e na floresta.

Parte importante da nossa população atualizou seus desafios,

desejos e perspectivas no século 21. Mas ainda tem que empreender

um esforço enorme e muitas vezes desanimador para ser ouvida por

um sistema político arcaico, eleitoreiro, baseado em acordos de

cúpula, castrador da energia social que é tão vital para o país quanto

todas as energias de que precisamos para o nosso desenvolvimento

material.

Estou certa de que estamos no momento ao qual se aplica a frase

atribuída a Victor Hugo: “Nada é mais forte do que uma idéia cujo

tempo chegou”.

O segundo turno é uma nova chance para todos. Para candidatos e

coligações comprometerem-se com propostas e programas que

possam sair das urnas legitimados por um vigoroso pacto social entre

eleitos e eleitores. Para os cidadãos, que podem pensar mais uma

vez e tornar seu voto a expressão de uma exigência maior, de que a

manutenção de conquistas alie-se à correção de erros e ao preparo

para os novos desafios.

Mesmo sem concorrer, estamos no segundo turno com nosso

programa, que reflete as questões aqui colocadas. Esta é a nossa

contribuição para que o processo eleitoral transcenda os velhos

costumes e acene para a sustentabilidade política que almejamos.

Como disse, ousei trazer a vocês essas reflexões, mas não como

formalidade ou encenação política nesta hora tão especial na vida do

pais. Foi porque acredito que há terreno fértil para levarmos adiante

este diálogo. Sei disso pela relação que mantive com ambos ao longo

de nossa trajetória política.

De José Serra guardo a experiência de ter contado com sua

solidariedade quando, no Senado, precisei de apoio para aprovar

uma inédita linha de crédito para os extrativistas da Amazônia e para

De José Serra guardo a experiência de ter contado com sua

solidariedade quando, no Senado, precisei de apoio para aprovar

uma inédita linha de crédito para os extrativistas da Amazônia e para

criar subsídio para a borracha nativa. Serra dispôs-se a ele mesmo

defender em plenário a proposta porque havia o risco de ser

rejeitada, caso eu a defendesse.

Com Dilma Roussef, tenho mais de cinco anos de convivência no

governo do presidente Lula. E, para além das diferenças que

marcaram nossa convivência no governo, essas diferenças não

impediram de sua parte uma atitude respeitosa e disposição para a

parceria, como aconteceu na elaboração do novo modelo do setor

elétrico, na questão do licenciamento ambiental para petróleo e gás e

em outras ações conjuntas.

Estou me dirigindo a duas pessoas dignas, com origem no que há de

melhor na história política do país, desde a generosidade e

desprendimento da luta contra a ditadura na juventude, até a

efetividade dos governos de que participaram e participam para levar

o país a avanços importantes nas duas últimas décadas.

Por isso me atrevo, seja quem for a assumir a Presidência da

República, a chamá-los a liderar o país para além de suas razões

pessoais e projetos partidários, trocando o embate por um debate

fraterno em nome do Brasil. Sem esconder as divergências, vocês

podem transformá-las no conteúdo do diálogo, ao compartilhar idéias

e propostas, instaurando na prática uma nova cultura política.

Peço-lhes que reconheçam o dano que a política atrasada impõe ao

país e o risco que traz de retrocessos ainda maiores. Principalmente

para os avanços econômicos e sociais, que a sociedade brasileira,

com justa razão, aprendeu a valorizar e preservar.

Espero que retenham de minha participação na campanha a

importância do engajamento dos jovens, adolescentes e crianças,

que lhes ofereçam espaço de crescimento e participação. Que

acreditem na capacidade dos cidadãos e cidadãs em desejar o novo

e mostrar essa vontade por meio do seu voto. Que reconheçam na

sociedade brasileira uma sociedade adulta, o que pressupõe que

cada eleitor escolha o melhor para si e para o país e o expresse, de

forma madura, livre e responsável, sem que seu voto seja

considerado propriedade de partidos ou de políticos. Pois, como

repeti inúmeras vezes no primeiro turno, o voto não era meu, nem da

Dilma, nem do Serra. O voto é e sempre será do eleitor e de sua

inalienável liberdade democrática.

Esta é minha contribuição, ao lado das diretrizes de programa de

governo que são um retrato do amadurecimento de quase 30 anos de

construção do socioambientalistmo no Brasil. Espero que a acolham

como ela é dada, com sinceridade. A utopia, mais que sinal de

ingenuidade, é mostra de maturidade de um povo cujo olhar eleva-se

acima do chão imediato e anseia por líderes capazes de fazer o

mesmo.

Que Deus continue guiando nossos caminhos e abençoando nossa

rica e generosa nação.

Marina

publicado por Bete do Intercambiando às 02:39

19
Out 10

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

 

Quero dedicar este poema de Carlos Drumond de Andrade, à minha filha e seus amigos desbravadores de "pedras no meio do caminho".Se quiserem ver suas aventuras deem uma expiadinha no  http://intercambiando.blogs.sapo.pt/26065.html   .

Este poema foi publicado  em 1928 na  modernista "Revista de Antropofagia", e muito criticado, então!

  

Dificilmente há quem não o conheça!...Talvez tenham sido as próprias críticas da época que o tenham marcado tanto!

Acabou virando uma marca registrada de Carlos Drumond de Andrade que, mais tarde, em 1967, acabou lançando um livro " Uma Pedra no meio do Caminho-Biografia de um Poema".

 

 

 

...Não é difícl encontrar quem não se identifique!!!

 

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 20:42

17
Out 10

 

 

Ao visitar o Blog

http://partilharavida.blogs.sapo.pt/34314.html

de nossa amiga e colaboradora Maria, deparei com uma opinião sobre a situação de crise que o nosso país está a viver...

Estou plenamente de acordo e também já me tinha referido há dias a esta situação, no meu Blog - Lua em Peixes.

Mas...pelos vistos sempre foi assim...

Conta-se que, antes de Cristo, aqui no nosso "Jardim à Beira-mar plantado", nos tempos em que Viriato comandava os Lusitanos nas lutas contra a ocupação que os Romanos nos quiseram impor, um general de César, ao aperceber-se dos nossos desgovernos internos, enviou uma mensagem para Roma que dizia:

"Não sei que povo é este: Não se governa, nem se deixa governar!"

Que fazer?

Está-nos na massa do sangue!

publicado por Belisa Vaio às 21:39

16
Out 10

Amigas

Lindas palavras, atribuídas à Mario Quintana, mas fiquei em dúvida, pela citação "Spa"!..."Tentar segurar a onda" (?)

Oportunamente, tentarei comprovar a sua autenticidade!...Mas, até lá, podemos nos deliciar com estas sábias palavras, seja lá quem foi que as disse!

Afinal, esta felicidade de que ele fala, não é a mesma felicidade que estamos tendo, em nossa maturidade emocional?????Não é disso que temos falado, tanto?

 

Embora, esteja como uma postagem minha no Slideshare, a apresentação não é de minha autoria!...Eu apenas a postei, para poder lhes reportar!

publicado por Bete do Intercambiando às 19:17

10
Out 10

Chegou o fim do Verão e as minhas petúnias, outrora viçosas, também se apagaram...

Decidi agradecer-lhes pela alegria das cores que trouxeram ao meu "jardim suspenso" , durante largos meses de intenso calor, mas...como tudo na Vida...é preciso renovar!

Visitei então o viveiro de flores mais próximo e trouxe comigo estas deliciosas florzinhas, com as quais irei conviver nos meses mais sombrios que se aproximam.

Apenas uma curiosidade: Só agora, há minutos, em casa, fiquei a saber que adquiri uma fortuna! Elas chamam-se "Flor da Fortuna"!

Um dia destes vou falar sobre a lenda ligada ao seu nome...

Por hoje, basta-me sentir que sou rica/feliz, porque posso apreciar a sua beleza...

 

 

 

publicado por Belisa Vaio às 20:58
tags:

07
Out 10

 

 

Nem sei por onde começar...

Se, criticando os modos inqualificáveis como o Presidente do Governo Regional da Madeira, geralmente fala...se aplaudindo o seu trabalho como governante...

O seu jeito de comunicar, tanto me leva ao riso como à raiva...e creio que todos os portugueses têm uma opinião sobre isto...

Agora que o homem sabe trabalhar, também é verdade...

E não deixa os seus créditos por mãos alheias...

Pelo menos para turista ver!

Se eu tiver que sintetizar em duas palavras a imagem que me ficou desta viagem à Madeira, será talvez Turismo e Profissionalismo! Mas não chega...Eficácia, Exigência, Qualidade, Estratégia, Investimento, além de Beleza, Beleza, Beleza...

Nada se faz de um dia para o outro.

Notei bem a diferença, desde que lá estive há mais de 30 anos...Não se compara.

Mas...e quem vive lá...o que pensa?..que a "Fachada" está bonita,aquela que o turista vê,  mas o interior onde vive o povo madeirense, e onde se deram as derrocadas de 20 de Fevereiro, continua à espera de ajuda!

Vi trabalhos ciclópicos de regularização do leito das ribeiras...e gostei.

Acredito também que todos voltarão a ter as suas casas reconstruídas e ainda mais floridas...

Mas tudo tem o seu tempo...

Uma questão de prioridades...

E entraríamos aqui numa discussão filosófica sem fim à vista...

Alberto João...estás perdoado...

 

 

publicado por Belisa Vaio às 08:26

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