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21
Set 11

BOLO DA NILA

 

Como já foi referido em post de há um ano, hoje, 21 de Setembro, celebra-se por esse Portugal fora e também em Soure, o dia de S.Mateus.

Nas minhas memórias de criança, encontrei a lembrança de um ENORME e EXCELENTE Pão de Ló de Soure, saboreado neste dia de romaria e de pagamento de promessas e que nunca mais esqueci!

Foi em casa da D.Flávia, senhora muito simpática que dividia com o marido a gerencia de uma Casa de chamados "comes e bebes", situada junto a um largo, algures, naquela vila. Não recordo mais que isto...

Em sua homenagem e das senhoras que ainda se dedicam a fazer esta delícia, deixo aqui a receita possível retirada de livro "Cozinha Tradicional Portuguesa":

 


Pão-de-ló de Soure
do livro - Cozinha Tradicional Portuguesa
Da Editorial Verbo

 

Ingredientes:

  • 500 g de açúcar
  • 26 gemas
  • 6 ovos inteiros
  • 150 g de farinha

Confecção:

Peneira-se o açúcar e bate-se com seis ovos inteiros até obter uma mistura fofa e esbranquiçada.
Em seguida começa-se a juntar as restantes gemas uma a uma, batendo muito bem entre cada adição.
Quando a mistura fizer estrada, adiciona-se, em chuva, a farinha previamente peneirada.
Mexe-se suavemente e deita-se a massa numa forma (ou num tacho) grande untada, batendo o fundo deste recipiente sobre a mesa umas duas ou três vezes.
Cobre-se com papel grosso e leva-se a cozer em forno quente.
Deve ficar húmido.

 

 

publicado por Belisa Vaio às 10:40

15
Set 11

O poeta, assim dizia:

 

Minha terra tem
palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam
como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais
flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em
cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem
palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais
não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu
lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus
que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os
primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde
canta o Sabiá."

 

Em sua Canção do Exílio, Gonçalves Dias nos brinda com este lindo poema, nos lembrando o quanto a terra natal nos parece mais bela que outras.Talvez, poque nela tenhamos passado os melhores momentos de nossas vidas: A nossa infância!

Minha terra tem Palmeiras, mas não muitas, mas tem Ipês!...Tantos que até lhe emprestaram o nome: Ipeúna, que significa, Ipê Preto, este porém, nunca vimos por lá. Mas, temos os amarelos, brancos, rosas, roxos, que colorem nossa pequena cidade, inclusive no inverno.

Mas, tem também, seringueiras solitárias,  a soltar seus galhos que se agarram à terra, e ficamos sem saber, se é um galho, ou uma raiz

Minha terra tem montanhas, que ao longe, algumas vezes nos parecem de um azul das profundezas do Oceano,

 e quando nos aproximamos, nos sentimos tão pequenos diante delas

Muitas aves gorjeiam por lá

Os sanhaços azuis 

Anus Pretos

Os verdes e alegres periquitos

Gralhas ensurdecedoras

Como diz o poeta: "minha terra tem primores", e, entre eles, os amigos que lá deixamos, e que, de vez em quando corremos matar as saudades!

Um grande abraço a eles que, carinhosamente, nos enviaram estas fotos.

Com excessão do Ipê Amarelo, enviado por outro amigo querido, o Zé Zuppani, todas as outras fotos são das cercanias de Ipeúna/SP/Brasil

E o sabiá, ainda não foi desta vez!

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 02:39

08
Set 11
Pão de trigo, sem ter sombra de joio.
Azeite do melhor, de Santarém;
Alho do mais pequeno, e do saloio,
Ponha em lume brandinho e mexa bem;
Sal que não seja inglês - porque é remédio.
Toda a criança assim alimentada
É capaz de deitar abaixo um prédio
Quatro meses depois de desmamada.
Com este bom pitéu, sem refogados,
Invenção puramente lusitana,
Os ilustres varões assinaldos
Passaram 'inda além da Trapobana.
Fortes p'la açorda, demos nós aos mouros,
Como se sabe, uma fatal derrota;
E abiscoitámos magestosos louros
Para os nobres troféus de Aljubarrota.
.........................................................
Estamos em processo de eleição das 7 maravilhas gastronómicas de Portugal, sendo uma das candidatas a nossa maravilhosa Açorda Alentejana!
Porém...descobri este pequeno tesouro num livro de culinária dos principios do século passado e , achei uma ternura...
E afinal...quem de nós não comeu açorda, pelo menos quando era pequenino? E sempre foi alimento abençoado!
Bom apetite! 
publicado por Belisa Vaio às 10:12

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