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08
Mar 12

Hoje,  no dia internacional da Mulher, estreia em Portugal um filme sobre a vida de Florbela Espanca.

Pela apresentação, sinto que é uma homenagem à mulher poetisa que teve a ousadia de desnudar e franquear a sua alma sofrida e inquieta, numa época longínqua - 1894-1930,  pejada de preconceitos e tabus.      

A sua curta de vida de 36 anos, plena de episódios intensamente trágicos que retratou em poemas de angustias tremendas, faz dela uma Mulher que afirmou corajosamente a sua condição. 

 

 

Exaltação


Viver!... Beber o vento e o sol!... Erguer
Ao Céu os corações a palpitar!
Deus fez os nossos braços pra prender,

E a boca fez-se sangue pra beijar!

A chama, sempre rubra, ao alto, a arder!...
Asas sempre perdidas a pairar,
Mais alto para as estrelas desprender!...
A glória!... A fama!... O orgulho de criar!...

Da vida tenho o mel e tenho os travos
No lago dos meus olhos de violetas,
Nos meus beijos extáticos, pagãos!...

Trago na boca o coração dos cravos!
Boémios, vagabundos, e poetas:
Como eu sou vossa Irmã, ó meus Irmãos!...

 

publicado por Belisa Vaio às 21:04

Tomara chegue logo aqui, o filme! Irei, com certeza, assistí-lo para conhecer um pouco mais desta poetisa!
Um grande abraço,amiga!
Bete do Intercambiando a 12 de Março de 2012 às 00:04

Poema de despedida

I
Tu foste embora, linda flor
Me deixastes aqui sozinho
Deixando apenas teus poemas
A iluminar meu caminho
Te amei profundamente, doce poetisa
Talvez em outra esfera, ou quem sabe em outra vida
Te encontre no mundo dos poetas
Assim como um sol que nasce á luz do dia

II
Pois amor que sinto é puro e cristalino
Como o som de um violino
Que por ti toca e flutua
Navegando nas ondas do mar
Refletindo a luz da lua
É neste espelho lunar que te vejo
Refletindo teu amargo sorriso
Se pudesse te dava um beijo
Se pudesse te dava um filho

III
Tu fostes embora e deixastes
Teus poemas e teu sofrimento
Uma dor na alma que arde
Uma flecha que atravessa o peito



IV
Eu navego pelos mares e procuro
Te encontrar neste mundo de mágoas
Quem sabe eu desça mais fundo
Lá onde os peixes fazem morada
Te encontrar além dos corais
Na terra dos imortais
Nas profundezas de minhas lágrimas
Que por ti choram de tristeza
Lágrimas cristalizadas de sal
Ao lembrar de ti portuguesa
A flor mais bela de Portugal.

O navegante e a flor lunar
Sandro Kretus


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GABRIEL a 5 de Junho de 2012 às 21:27

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