Este é um blog aberto ao público, para que aqui deixe sua postagem a respeito do tema em seu país. Pode ser a Sabedoria Popular em qualquer área: Saúde, Beleza, Vida, Particularidades Culturais, Religião, Arte.

25
Jul 10

Ontem, minha amiga Belisa, falando sobre as "alcunhas", fez nos lembrar das peculiaridades de nossa pequena cidade de Ipeúna-SP-Brasil.

Como toda cidade pequena, o progresso por aqui sempre demorou muito a chegar, e até bem pouco tempo atrás ( uns 15 anos mais ou menos), não tínhamos supermercados, como se conhece hoje....Tínhamos as "vendas". Era a venda d'Oride, a venda do Cilico, a venda do Juca.

Das três, a que restou, a d'Oride, é hoje um ótimo supermercado, pertencente à rede Smart....Oride, Eurides, na verdade, infelizmente já faleceu. Os filhos é que tocam o Supermercado.

Mas, ainda hoje, quando se precisa de alguma coisa de lá, a gente fala:...Vou até a venda d'Oride!...E assim  será até que esta geração termine!!!!!

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 22:04

Oh Bete...como essas vendas vão desaparecendo...e que falta fazem, sobretudo nas nossas aldeias...onde os nossos mais velhos vivem e têm dificuldade para ir aos supermercados...geralmente nas cidades...
O atendimento personalizado, os produtos caseiros, os sacos de papel pardo, os cheiros...a café moído na ocasião, a azeite medido na altura, a vinho a correr da pipa, a fruta, com bicho, vendida à dúzia e ao quarteirão...
Que saudades...
Belisa Vaio a 26 de Julho de 2010 às 00:14

Olá, sou de 'piúna'. E sobrinha d'Oride, e conheci as outras duas vendas. Quem é a Bete, será que conheço? Também tenho muitas histórias de família, daqueles tempos, algumas engraçadas, outras pitorescas. Achei este site por acaso, e me surpreendi que as histórias de minha terrinha foram tão longe, além mar kkkkk
Rita Vianna a 29 de Julho de 2010 às 00:03

Noooosssaaa! Que surpresa sensacional! É a primeira vez que entra alguem conhecido, sem que a gente tenha conversado e passado o endereço. Não sabe quanto fico feliz!...Voce não é a filha da Mariiinha Leme?...Eu sou a Bete Pazeto, filha do Expedito e da Ercilia. Este blog escrevo com mais 2 amigas portuguesas que conheci nos blogs. Escrevo outro tb, o Intercambiando, que tem muitas fotos. Lá vc poderá me identificar. O endereço é http://intercambiando.blogs.sapo.pt
Beijos
Ah! Porque vc não posta aqui suas historias?...Este blog é aberto ao público, é só seguir o link da barra lateral esquerda : Participe no Blog.
Se és filha da Mariinha Leme, saibas que adoro sua mãe. Pena que nunca mais nos encontramos. Antigamente quando nos encontrávamos, ficávamos horas de papo, sem esgotar o assunto (rsrsrsrsrsrsrs)
Voce precisa me contar como encontrou o Blog, estou curiosa!

Oláq Bete, desconfiei que fôsse você mesma. A minha mãe está morando em frente de casa, ela está aqui, agora comigo, e surpresa!!!! Lembrei de perguntar pra ela se poderia ser você, aí não resisti, tb quis mostrar o que encontramos, foi o Valter quem achou primeiro, mostrou prá mim, xereta como sou, neta do Antonio Leme, grande contador de estórias, causos rsrsrsrs o resto vc já sabe.
Ela leu sua mensagem e mandou avisar que é mesmo a Mariinha, conte para Belisa, que nossa família pelo lado dos Andrades tem um pé em Portugal, desde o século treze. Provavelmente vindos da Galícia. Lembra daquele encontro que a Maria do Carmo da Jandira Andrade promoveu em 1995?
Daí já tem histórias que testemunhei, tipo o João Denir falando da 'beleza' das mulheres da família.
Minha mãe vai falar com você.
Vou lançá-la na conversa... Ela é bem cibernética, bom vc conhece a fera rstststststs
Rita Vianna a 29 de Julho de 2010 às 22:12

oi bete quem diria que encontramos o blog por acaso.
Tenho pensado em voce, dos nossos papos, fiquei sabendo
que suas filhas se casaram, fico feliz por voce pois lhe quero muito bem.
Vamos continuar falando mais vezes.
Ate breve.
Mariiinha Leme a 29 de Julho de 2010 às 22:34

Voce não imagina a alegria em reencontrá-la, e a surpresa da ocasião!...Que bom que vc tb está "conectada", assim poderemos reacender nossa amizade, que, apesar da distancia, sempre que nos reencontramos, a mim me parece que estamos sempre com as mesmas afinidades!...Agora, então mais assuntos teremos!
A Rita lhe falou do Intercambiando?...Pois é, comecei com ele, e da amizade com Belisa surgiu este aqui. Se tiver um tempinho, dá uma passadinha lá, que tem uma variedade de assuntos e algumas fotos. O endereço é http://intercambiando.blogs.sapo.pt
Um beijo
Bete

Rita
Que bom que você mora em frente à sua mãe, isso é tudo de Bom!...As minhas filhas tb já se casaram, mas moram longe. Nos vemos umas 5 vezes ao ano, no máximo!...Já tenho uma netinha. QQ hora, vc a encontra por aqui....E vc, e s/ irmã tb tem filhos?

Bom dia, Bete

vc não imagina como é bom ter os 'velhos' pertinho. Meu pai teve uns problemas de saúde e está aqui conosco , minha mãe finalmente tem o marido em casa.
Ela está cuidando muito bem dele. Ele está bem agora mas não deve ficar sem cuidados. Caminhamos com ele todos os dias, aí sabe né, tem estórias , estou compilando, depois escrevo e posto prá vocês.`è muito bom isso!!!
Tenho dois filhos, o Gustavo de 15, está no Bayeux.
A Beatriz, de treze, ainda de férias esta semana, caminha conosco todos os dias, cuida do avô, paparica a avó.
Modestamente, meus filhos são lindos e uns verdadeiros anjos, maravilhosos.
ai ai ai ai, estou até babando!!!
Passei o link desta conversa para a Fátima, ela mora em Sampa , ano passado esteve na Itália, morou por 4 meses acho em Milão. Como ela não respondeu o email, liguei para ela, minha mãe já tinha contado tudo deste reencontro.
Aliás, agora sei melhor como o Valter 'tropeçou' em vocês. Ele estava vendo o que havia sobre Ipeuna no Google , bom o resto vc já sabe , né

beijos
Rita Vianna a 30 de Julho de 2010 às 12:18

Olá Rita
Por onde andam?!!!!Sumiram, voce e sua mãe!
Queremos continuar o contato!
Beijos
Bete

olá, Bete,

não tenho tido muito espaço para navegar, são quatro na disputa. hehehehe
Prometo que vou tentar manter contato. É muito bom.
kcia a 21 de Agosto de 2010 às 23:56

kcia, é a Rita?Ehehehehehehehehehe
Poxa, menina, estávamos com saudade!...E a Mami?
Fala prá ela parar um pouquinho de cocolá o maridão e lembrar das amigas.
Vc viu que o layout mudou, né?...E vai ter q mudar novamente, pois não estamos conseguindo resolver alguns detalhes técnicos.
Beijos
Estamos aguardando as suas Histórias e estórias.
Não deixe de ler o Post da Belisa sobre Viana do Castelo. Show de Bola!
http://sabedoriapopular.blogs.sapo.pt/12123.html

Rita, não consigo responder-lhe no Orkut, sem você me adicionar. Eu não tenho seu e-mail, e a única maneira que tenho de me comunicar com você, é por aqui, que também não aparece o seu e-mail, só o link para a resposta!...Fiquei muito triste com a morte de suas tias....Fiquei sabendo este final de semana, que fui para Ipeúna e minha mãe me contou....Envia um abraço forte para sua mãe e seu pai, e meus sentimentos....Espero que nos encontremos em breve e que eu possa dar este abraço a todas pessoalmente!
Fiquem com Deus no coração
Bete

Olá Rita!!!
Que bom ter passado por aqui! Este Blog tem mesmo o fim de "desenterrar"saudades que nos voltem a "ligar" às nossas origens!
Quer ficar connosco? Conte-nos as suas histórias!
Todos vamos aprender e ficar felizes!
Um abracinho...português
Belisa

Olá, Belisa, é um grande prazer ser convidada para fazer parte desta turma, em breve mandarei histórias e estórias da minha gente. Tenho muitos laços com Portugal. Um braço da família de minha mãe veio de lá. Uma irmã de meu pai era religiosa franciscana e foi missionária nas colônias africanas de Portugal. Faz muito tempo... Qdo meu avô faleceu foi a primeira vez que a vi e ouvi, e, não entendi nada que a 'tia portuguesa' dizia. Depois me acostumei, tenho muita saudade dela, do seu falar... Estudei francês com uma professora portuguesa, Maria do Rosário, bons tempos, nossa!!! Puxei da memória, faz uns bons 25 - 30 anos!!!

um grande abraço nova amiga
Rita Vianna a 30 de Julho de 2010 às 00:46

Olá! Eu, no Brasil tenho família, os Medon que não conheço. Falo de vez em quando com um primo, pelo Msn, brasileiro que também não conhece os Medon Brasileiros....lol... ele é Brasileiro, mas não os conhece. Mãe e avós desse meu primo saíram da terra da minha Mãe, há 50 anos para ir para o Brasil. A cidade da minha Mãe é Marco de Canaveses, mas a freguesia onde a mãe desse primo vivia, faz parte de uma freguesia do Marco. Aqui também é assim, quando falamos em casas comerciais, tipo : " vou ao café do Nuno " em vez de dizermos o nome do café.. bejos e Bom Domingo!
nuno a 12 de Setembro de 2010 às 10:56

Esqueci de comentar contigo, ontem, que aqui em Americana, tem um bairro que se chama "Vila Medon". É um bairro bastante charmoso, próximo ao centro e à Prefeitura Municipal...Está, paulatinamente, se transformando de residencial para comercial, pelas facilidades de acesso, e o aumento no número de escritorios e consultorios.
Como vês,.....tens uma certa fama, por aqui!!! (rsrsrsrsrsrsrs)

olá! e eu tenho um tio Português que tem no nome Eduardo Medon e apesar de não ser o último apelido do meu tio, através do google, vi que existe uma Rua no Brasil, não sei em que cidade que é Rua Eduardo Medon... lol.. a pessoa que me responde, se quiser falar comigo, o meu msn é nunomedon77@hotmail.com e é bem vinda. beijos .
nuno a 12 de Setembro de 2010 às 16:43

Andei ausente, mas vou dar-lhes a oportunidade de ler este texto que encontrei nas minhas andanças pela rede. Desfrutem. Se puderem buscar no Google, alguém fez uma linda apresentação em powerpoint, chama-se "uma saudade", tem lindas imagens de São João Del Rey, cidade histórica mineira, peculiar e pitoresca, emoldura com louvor este belo texto.

Visitas, contato visual, expressão corporal, cartas e tempo para desfrutar da companhia dos amigos. Situações tão distantes, quase inimagináveis nos tempos atuais.

O professor de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João Del-Rei, José Antônio Oliveira de Resende, resumiu todo esse sentimento muito bem no texto Saudade, que trazemos hoje, num estilo bem mineiro, como lembrança para os Baby Boomers, um passado distante para a Geração X e uma quase fantasia para a Geração Y.

Saudade

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite… tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança… Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam…. era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!… – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite…

Que saudade do compadre e da comadre!

Texto de José Antônio Oliveira de Resende, professor do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade de São João Del-Rei.
rita a 11 de Janeiro de 2011 às 18:54

Rita
Sua danadinha, por onde andaste menina?!!!!E que texto espetacular este que nos enviaste!...Será que não conseguias o power point dele, para podermos publicá-lo, já que tem fotos de São João del Rey, que por ser uma cidade histórica, deve ter muita coisa interessante!
Porque não vens prá cá participar do blog conosco?...Comece por esta postagem que é sensacional!...Para participar no blog, basta você abrir uma conta no Sapo e iniciar o processo!...Vai nos dar muita alegria tê-la conosco!...E sua mãe como anda?...E seu pai, está bem?
Um Beijo
Bete

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