Este é um blog aberto ao público, para que aqui deixe sua postagem a respeito do tema em seu país. Pode ser a Sabedoria Popular em qualquer área: Saúde, Beleza, Vida, Particularidades Culturais, Religião, Arte.

31
Mai 13

Existe um projeto do governo brasileiro, super bem intencionado, de levar educação musical nas escolas, (o que nunca deveria ter deixado de estar lá), mas, enfim, parece que hoje voltou-se a pensar nisso e já virou lei desde 2011.

Em um destes projetos, André Mehmari, um músico brasileiro que transita do erudito ao popular com a mesma maestria, em um concerto para crianças de 10 a 12 anos em escola Pública de Campinas/SP, foi vaiado e hostilizado por algumas delas.

O músico interpretava uma obra de Ernesto Nazaré (1863-1934), pianista e compositor brasileiro de "Choro".

Outro músico, Sergio Santos, que sofreu algo parecido em escola de classe média alta, dá um relato impressionante sobre o assunto e suas implicações na educação e vida do brasileiro, no blog do Luis Nassif.

E fica aqui a pergunta? Isso acontece só no Brasil?

Será que apenas a educação musical na escola sanará problemas como este? Como consertar algo que, com certeza, vem de casa? Quantas gerações será preciso para voltarmos a ter pais e mães educadores?

A seguir, vídeo de André Mehmari, interpretando "Famoso" de Ernesto Nazaré.

 

publicado por Bete do Intercambiando às 23:37

16
Jul 11

É férias escolares aqui no Brasil e haja programas para fazer com as crianças!...Todos os dias procurar atividades que reunam lazer, mas que também despertem interesses aos pequenos.

 

Ontem, estivemos em um imóvel tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de defesa do Patrimonio histórico, arqueológico, artístico e turistico), órgão do governo do Estado de São Paulo. O imóvel, uma casa em Americana construída por volta de 1902, faz parte da Vila Carioba, um complexo  arquitetônico tombado. Faz parte dele uma igreja, uma antiga fábrica de fitas e elásticos, situada a Av Carioba; Antigo grupo escolar, antiga sede da Associação de Mútuo Socorro; Residência Hermann Muller (integral), incluindo casa do caseiro, antiga garagem e antigo celeiro,(onde estivemos) tratamento paisagístico da piscina e terreno vizinho – que abrigará o orquidário municipal; Remanescente de residência do conjunto da vila operária; açougue da caixa d’água; usina cariobinha e conjunto de galpões de fábricas têxteis.

 

Ao mesmo tempo que nos alegramos em ver o complexo tombado ( foi tombado oficialmente, em Dezembro do ano passado),  nos entristecemos com a aparência de abandono dele.

 

Na antiga usina, com sua barragem intacta, uma solidão só!...Descemos curiosas para ver a construção, mas tudo ao seu entorno lembrava uma cidade abandonada!...Avistamos uma pessoa e corremos ansiosas para trocar informações, mas não tivemos coragem de nos aproximar, quando, já mais próximas, avistamos o que ele fazia: drogava-se!...Voltamos correndo  mais assustadas do que já estávamos!

 

 

 

No caminho, poucas casas restaram da vila operária, e estas, claramente invadidas com resquícios de roupas sujas, garrafas pet, uma tristeza.

 

A residência Hermann Muller, uma linda construção, não saberia dizer exatamente o estilo, até bem preservada, não fossem os pontos de umidade frequentes.

 

 

 

Lá, na residência, quase nada sobre a construção propriamente dita!

 

Ficou um gostinho de "quero saber mais, mas para quem eu pergunto", pois, apesar de ter quatro funcionárias, nenhuma habilitada prá isso!

 

Percebe-se que houve uma vontade política mas não uma vontade histórica e didática!...É uma pena, pois o cidadão comum brasileiro tem vontade de aprender, haja vista, o livro de presença!

 

O que mais me fêz feliz, foi observar minha netinha, de apenas 7 anos, curiosíssima em conhecer todos os detalhes da construção, e seu rostinho espantado querendo saber o que tinha atrás de cada porta, como se estivéssemos andando em um castelo encantado!...Foi bom demais!

 

Algumas fotos da parte interna do imóvel. Ficaram um pouco escuras, mas dá para se ter uma ideia:

 

 

 

 

 

 

 

Uma foto da casa quando a família residia

 

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 19:03

27
Set 10

[carta-de-amor_portugal_porreiro.jpg]

 

Cartas de Amor, são ridículas?...Claro que não!

Nunca o foram...

Mas quem tem tempo para as escrever hoje?

Quem tem tempo para pensar os afectos, os deixar poisar suavemente numa folha de papel e, depois, os colocar, amorosamente na caixa do correio, vendo-os partir a caminho do destino?

Isso é sonhar!

Mas hoje sonha-se? Não há tempo...

Tudo está pré-definido, pré-fabricado...codificado...

Poucos sentem o prazer imenso de escrever...à mão...

Pouco se sente o prazer de pensar...à mão...

Cartas de Amor, não são ridículas, são belas e sábias!

É preciso voltar a escrever Cartas de Amor e a Vida fará muito mais sentido...

publicado por Belisa Vaio às 08:08

24
Set 10

 

 

Setembro está a chegar ao fim e, de repente, veio-me á memória o nome de um livro da minha adolescência: "Setembro...que grande mês".

Esse era um dos livros da colecção que contava a história da família do médico Ferreira de Macedo...O Pedro, a Ana, a Rosinha, o Paulo, etc, etc, etc...

Com eles aprendi e sonhei e ainda conservo carinhosamente alguns deles...a começar pelo que mostro...

 

Todos foram escritos pela saudosa D. Odette de Saint-Maurice.

 

Esta Senhora, dedicou a sua obra escrita à juventude e deliciou-nos também com alguns romances que passaram na antiga Emissora Nacional...

"A rapariga dos bosques"..."O apóstolo da juventude", entre outros, foram folhetins radiofónicos que ajudaram a lançar grandes actores dos nossos dias...estou a lembrar-me de Rui Mendes, João Perry, João Mota, Irene Cruz, Ana Zanatti, António Feio, e outros não menos importantes...

 

Sem retirar o mérito a autores mais contemporâneos, esta Senhora marcou profundamente a minha geração. A dos anos 60...

Pena que esteja tão esquecida. O nosso festejado 25 de Abri teve alguns excessos...e um deles foi esquecer-se deliberadamente dela.

Será que os nossos jovens editores a conhecem? Os "valores" que nos apresentou, são eternos e universais e não fazem mal a ninguém...

publicado por Belisa Vaio às 23:42

26
Ago 10

 

Como dirá a nossa amiga Bete - hoje,  bateu uma saudade de...carapaus de escabeche...

De facto, estão registadas na nossa memória as imagens, as cores e os odores daquelas coisas simples, e por isso mesmo tão fáceis de absorver, que marcaram a nossa infância e que, de cada vez que emergem, nos fazem sorrir e enviar um doce pensamento para quem já partiu...

E...hoje...passaram por aqui os meus avós maternos...Manuel e Maria...

 

Há 50 anos, lá em casa,  não havia frigorifico - frizer...

Tudo se conservava de acordo com a tradição, ou no sal, ou na banha de porco, ou no azeite (os óleos ainda andavam longe...), ou no vinho ou no vinagre!!!

E havia uma maneira muito gostosa de ter sempre peixe, pronto a servir em qualquer ocasião:frito e conservado em molho de escabeche...

Então, como recordar é viver ...nada como honrar a memória deles,  fazendo o mesmo:

 

Fritar carapauzinhos em azeite.

Reservar em prato fundo.

Entretanto juntar a esse azeite alguns dentes de alho cortados em lâminas,

uma cebola cortada em rodelas fininhas,

uma folha de louro aos bocadinhos,

um pouco de pimentão...

Depois de cozinhar uns minutinhos, juntar umas colheres de vinagre, tinto...

Salpicar com salsa picadinha.

Por fim, deitar o molho por cima dos carapaus...

Abanar o prato, para que eles se "encaixem" e o molho os preencha por igual...

Quantos mais dias passarem...melhor ficam...

 

Bom apetite!

publicado por Belisa Vaio às 14:30

25
Ago 10

Por sugestão de nossa querida amiga Maria, vamos tentar mostrar um pouco da presença Portuguesa em nossas cidades brasileiras.

Até que não façamos nós mesmos algumas viagens pelas cidades, onde estas marcas são mais evidentes, vamos mostrando alguma coisa que conseguimos.

S.Vicente, foi a primeira cidade do Brasil.

Uma  expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos chegou aqui, em 22 de janeiro de 1502, deu à ilha o nome de São Vicente, pois o local era conhecido, até então, como Ilha de Gohayó.

Outro navegador português, Martim Afonso de Sousa, chegou aqui exatamente 30 anos depois, em 22 de janeiro de 1532. Ele foi enviado pela Coroa Portuguesa para constituir aqui a primeira Vila do Brasil e resolveu batizá-la reafirmando o nome do santo daquele dia, São Vicente, pois era reconhecidamente um católico fervoroso.

A pequena povoação se organizou e começou a ser reconhecida na Europa como eficiente ponto de parada para reabastecimento e tráfico de escravos índios. Tanto isso é verdade que o porto que aqui existia já constava em um mapa feito em 1501 e trazido por Américo Vespúcio na expedição de Gaspar de Lemos.

Os primeiros moradores viviam em harmonia com os índios e exerciam o livre comércio com os aventureiros que para cá vinham, fornecendo-lhes farinha de mandioca, milho, carne, frutas, água e artefatos de couro, e recebendo em troca roupas, armas e ferramentas.
Bem, isso foi realmente o começo. A historia, depois continua com a chegada dos Jesuitas, e seu bonito trabalho junto aos índios.

Aqui a Foto da "Biquinha de Anchieta", construída em 1553, e, intacta até hoje no local.

Serviu de abastecimento de água, durante séculos...Conta-se que era ao redor dela que o Jesuita catequizava os índios.

Hoje, além da Biquinha, possui também uma estátua em tamanho natural em homenagem a Anchieta, e boxes onde são vendidos deliciosos doces, tradicionais da cidade.

 

FOTOS DA CIDADE HOJE

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 00:54

09
Ago 10

Da sabedoria do Dr. Drauzio Varella. 

Para quem não o conhece, ele é um médico brasileiro, e tb um excelente escritor. Entre outras obras sua, ficou muito conhecida a Estação Carandiru, que até acabou virando filme. Eu, particularmente não assisti, pois é bastante denso, e só assisto filmes de "bolinhas cor de rosa", de preferencia com 150 bolinhas cor de rosa!

Tudo que ele escreve,pensa e fala é muito bom, e reproduzo aqui , uma entrevista dada por ele, infelizmente não tenho a fonte para citar.


 A gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida,  queremos que absolutamente
 tudo dê certo, e, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de
 passar um dia inteiro de cara amarrada.
 Quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou
 pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente
 entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa,
 pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
 Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da
 porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas
 melhor, e de outras, pior.
 Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não
 entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
 Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar
 pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
 O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote.
 Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas
 de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.
 Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.
 Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo,
 tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como
 esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho.
 Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
 Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido
 pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais
 tempo ficando mal-humorado.
 Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem;
 pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e
 vou tratar do que é importante de fato.
 Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a
 razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado."
 Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu
 dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia. Lembre-se, o humor é
 contagiante - para o bem e para o mal - portanto, sorria, e contagie todos
 ao seu redor com a sua alegria. A "Porta do lado" pode ser uma boa entrada
 ou uma boa saída... Experimente!
 

publicado por Bete do Intercambiando às 19:46

04
Ago 10

Em meu ultimo post no Intercambiando, entre outras coisas, disse que, precisamos reavaliar nossas vidas, perdoar e ter um coração mais puro e receptivo,

http://intercambiando.blogs.sapo.pt/16941.html e, coincidentemente, hoje, li um artigo na Revista Veja, falando exatamente sobre o perdão!

Entre as varias formas  como  ele é visto nas diversas religiões e civilizações a que mais me impressionou foi a das tribos Igbos da Nigeria e os Oromos da Etiópia, que creem que A PAZ SÓ PODE SER ALCANÇADA ATRAVÉS DO PERDÃO, PARA O QUAL NÃO É NECESSÁRIO O ARREPENDIMENTO DO AGRESSOR!

Eu proponho, ainda, um pouco mais:  Mesmo que seu coração não tenha perdoado, não deixe que isso lhe turve os olhos e deixe-a (o) cega (o) para ver as necessidades do outro!.......Esse ato pode modificar toda uma situação e uma vida!

Exemplo disso, tem lá um testemunho surpreendente de um empresário brasileiro Custodio Rangel Pires, que soube em 1989, pela Policia, da intenção de um detento em sequestrá-lo...Custodio foi fazer-lhe uma visita na prisão, e quando Ronaldo cumpriu sua pena, deu-lhe emprego em sua industria... Ronaldo sempre dizia que só sairia da vida do crime pela morte, ou pela prisão, mas que a visita do empresário mudou sua vida!...Hoje ele dirige uma Ong no Rio de Janeiro, que ajuda detentos, após cumprirem sua pena, a encontrar um emprego.

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 04:00

31
Jul 10

publicado por Bete do Intercambiando às 05:14

28
Jul 10

Nas ultimas 2 décadas, a Igreja católica, aqui no Brasil,  perdeu muitos devotos para os protestantes de diversas ramificações! Prá se ter idéia do quanto, basta dizer que Ipeúna, uma cidadezinha de 5000 habitantes aqui do Estado de São Paulo, com população predominantemente católica, viu "brotar",  3 novas igrejas protestantes em pouco mais de cinco anos.....Se formos usar esta proporção nas grandes cidades, verão onde isso vai parar. Uso-a como exemplo, prá ficar fácil os calculos!...Não que eu tenha alguma coisa contra os protestantes, muito pelo contrário, uma de minhas filhas fez esta opção e eu respeitei.

Mas, de uns tempos para cá, estamos vivendo um momento muito especial de revitalição da Igreja católica, graças a uma legião de novos padres,   que nos levam a um reencontro com a religião, e nos fazem sentir vontade de nela permanecer....Outro dia postei sobre padre Fabio de Mello,  e, hoje, quero mostrar uma explicação do Padre Marcelo Rossi, sobre o "PELO SINAL", ato tão rotineiro de nossa religião, explicada de uma forma, que nos torna impossível não refletir, aceitar e praticar:

 

(†)-Pelo sinal da Santa Cruz, (†) livrai-nos Deus, Nosso Senhor, (†) dos nossos inimigos, (†) em nome do Pai, do Filho

e do Espírito Santo. Amém.

O Sinal da Cruz é uma oração importante que deve ser rezada logo que acordamos, como a nossa primeira oração,

para que Deus, pelos méritos da Cruz de Seu Divino Filho, nos proteja durante todo o dia.

Com este Sinal, que é o sinal do cristão, nós pedimos proteção contra os nossos inimigos.

Que inimigos?

† Pelo sinal da Santa Cruz: ao traçarmos a primeira cruz em nossa testa, nós estamos pedindo a Deus que proteja

a nossa mente dos maus pensamentos, das ideologias malsãs e das heresias, que tanto nos tentam nos dias de

hoje e mantendo a nossa inteligência alerta contra todos os embustes e ciladas do demônio;

† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor: com esta segunda cruz sobre os lábios, estamos pedindo para que de nossa

boca só saiam palavras de louvor: louvor a Deus, louvor aos Seus Santos e aos Seus Anjos; de agradecimento

a Deus, pois tudo o que somos e temos são frutos da Sua misericórdia e do Seu amor e não dos nossos méritos;

que as nossas palavras jamais sejam ditas para ofender o nosso irmão.

† Dos nossos inimigos – esta terceira cruz tem como objetivo proteger o nosso coração contra os maus

sentimentos: contra o ódio, a vaidade, a inveja, a luxúria e outros vícios; fazer dele uma fonte inesgotável

de amor a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo; um coração doce, como o de Maria e manso e humilde

como o de Jesus.

 

 

Padre Marcelo Rossi

 

GENTE, NINGUEM NUNCA TINHA NOS ENSINADO DESTA FORMA, NÃO É LINDO, COERENTE E CONVINCENTE?!!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 20:50

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