Este é um blog aberto ao público, para que aqui deixe sua postagem a respeito do tema em seu país. Pode ser a Sabedoria Popular em qualquer área: Saúde, Beleza, Vida, Particularidades Culturais, Religião, Arte.

01
Mar 15

No ano de 2010, pouco depois de Sofia e eu criarmos este blog, pensei em fazer um post sobre os Sotaques do Brasil, e esperava que depois ela fizesse os de Portugal!

Quando ela postava qualquer vídeo de lá, que não tivessse o texto escrito, eu tinha muita dificuldade em entender o que diziam e pensava que, talvez, acontecesse o mesmo com ela.

Até cheguei a gravar alguns vídeos, mas aí a coisa não foi adiante e acabei perdendo boa parte do que havíamos produzido.

Mas, hoje, ao assistir ao Programa Via Brasil da Globo News, deparei com aquilo que gostaria de ter feito e não tive capacidade. Mas, também não me admira, pois o estudo feito a respeito, ao qual originou no primeiro Atlas Linguistico Brasileiro, demorou 10 anos para ficar pronto. O projeto envolveu 12 Universidades Brasileiras e diversas equipes de professores foram criadas, sob a supervisão das professoras Suzana Alice Marcelino da Silva e Jacyra Andrade Mota. 

Para fazer o programa da Rede Globo foi necessário percorrer 16.000 Km pelas diversas regiões brasileiras.

Temos aqui algumas partes que o "Jornal Hoje" foi divulgando durante a viagem. Infelizmente, o Programa Via Brasil não divulga o vídeo completo e não tem código de embutir para podermos assistir daqui mesmo.

 

Esta foto faz parte da galeria de fotos tiradas pela Equipe da TV Globo, durante as gravações do Programa. Foi tirada em São Luis/MA

sao_luis_1.jpg

 

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 20:47

25
Jul 13

 

Provavelmente muita gente já assistiu ao vídeo que conta sobre os desafios  da construção do hotel Burj Al Arabe em Dubai, mas, encontrei um vídeo da Nat Geo que, confesso, assisti tensa o vídeo todo.

Coloquei-me no lugar daqueles engenheiros e arquitetos e admirei-lhes a ousadia e coragem.

Quem gosta de emoções fortes, não deixe de assistir, pois essas são reais.

 

 
 
 
 
publicado por Bete do Intercambiando às 00:00

20
Jul 13
Estava revendo alguns posts e encontrei esse escrito há 2 anos atrás. Resolvi reproduzí-lo, por motivos óbvios.

 

"Nos propusemos, neste blog, a falar das  sabedorias do povo, mas, acredito que podemos estender nossos assuntos, também pelas sabedorias especiais, para aqueles saberes que transformam o mundo.....A de hoje, é a Sabedoria que Encanta!...Não posso deixar de postar uma das maravilhas feitas pelas mãos do homem: A Fonte Luminosa Burj Dubai, desenhada pela Wet Design, a mesma empresa que desenhou as famosas fontes do Hotel Bellagio de Las Vegas.

A fonte luminosa Burj Dubai é a mais alta do mundo. Custou mais de 200 milhões de euros, é iluminada por mais de 6.500 luzes e 50 projectores de diversas cores. São 275 metros de comprimento e uma capacidade para “disparar” água a  150 metros de altura…

Claro, que o mundo todo já viu, mas o que é Belo é prá se mostrar.

O fundo musical é dos anjos! Sarah Brigthman e Andrea Bocelli!

 

 
Nossos agradecimentos a João Pinheiro pelo vídeo.
publicado por Bete do Intercambiando às 23:05

31
Mai 13

Existe um projeto do governo brasileiro, super bem intencionado, de levar educação musical nas escolas, (o que nunca deveria ter deixado de estar lá), mas, enfim, parece que hoje voltou-se a pensar nisso e já virou lei desde 2011.

Em um destes projetos, André Mehmari, um músico brasileiro que transita do erudito ao popular com a mesma maestria, em um concerto para crianças de 10 a 12 anos em escola Pública de Campinas/SP, foi vaiado e hostilizado por algumas delas.

O músico interpretava uma obra de Ernesto Nazaré (1863-1934), pianista e compositor brasileiro de "Choro".

Outro músico, Sergio Santos, que sofreu algo parecido em escola de classe média alta, dá um relato impressionante sobre o assunto e suas implicações na educação e vida do brasileiro, no blog do Luis Nassif.

E fica aqui a pergunta? Isso acontece só no Brasil?

Será que apenas a educação musical na escola sanará problemas como este? Como consertar algo que, com certeza, vem de casa? Quantas gerações será preciso para voltarmos a ter pais e mães educadores?

A seguir, vídeo de André Mehmari, interpretando "Famoso" de Ernesto Nazaré.

 

publicado por Bete do Intercambiando às 23:37

19
Jan 13

Morei alguns anos em Santos/SP/Brasil!

Lá, a alguns anos atrás foi oferecido uma série de isenções de impostos e incentivos aos proprietários de imóveis antigos, do começo do século XX. A região central da cidade, antes disso, era bastante deprimente e antro de drogados e prostitutas, o que não animava a estes proprietários investir nas próprias propriedades.

 

Contudo, sempre tem pessoas arrojadas e bem intencionadas que não medem esforços para preservar a história, sem perder o conforto e adaptando-os à modernidade.

Tive oportunidade de entrar em alguns desses imóveis quando lá residi e fiquei deslumbrada com o que o bom gosto, o conhecimento arquitetônico e um bom investimento podem conseguir.

 

Um destes que me impressionou muito foi a sede da Construtora Phoenix que, outrora, havia sido o Palacio da banca Italiana Di Sconto, construído em 1920, na época áurea do café. Em estilo Florentino o prédio possuía todos os seus móveis, guichês, etc. realizados pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Na restauração foram preservadas todas as características da fachada

 

e todos os brasões do salão principal

 

 

 

Segundo o blog Netuno Artes (http://netunoartes.blogspot.com.br/2011/11/predio-da-construtora-phoenix.html), este salão recebeu três mil folhas de ouro aplicadas nos revestimentos dos detalhes das 24 molduras com brasões que representam provincias italianas.

 

Vou ficar devendo, por enquanto, as fotos do lustre central em estilo Império e com cristais tchecos.

 

Esta restauração, além de recuperar o patrimônio histórico, acabou projetando ainda mais a construtora que recebeu inúmeros prêmios na ocasião. A quem quiser saber mais sobre a reforma e a construtora clique aqui.

publicado por Bete do Intercambiando às 16:06

04
Jan 13
 

Continuando com o assunto que iniciamos agora a pouco no Intercambiando,  http://intercambiando.blogs.sapo.pt/32929.html     sobre as cidades Italianas que se propuseram a mudanças significativas em seu estilo de vida, administrando melhor o tempo, e encontraram maneiras mais viáveis de se viver!

Entre as cidades mostradas, destaca-se também a de Bolzano.

 

 

 

Lá fizeram um Banco diferente: O Banco do Tempo!

 

Neste banco, o dinheiro não é moeda de barganha, e sim o próprio tempo das pessoas!

 

Assista à reportagem de Ilze Scamparini, brasileira que vive na Itália, e que foi exibido, ontem, no Globo Reporter, da Rede Globo!

 

 

 

 

 

Para poder Viver Bem, é preciso tb que cada um invista num plano de desenvolvimento profissional que lhe permita ter uma vida com menos horários, menos compromissos, com mais tempo para si e para família! 

publicado por Bete do Intercambiando às 16:33

10
Nov 12

Lindo vídeo produzido pelo Centro Espírita Fraternidade de Avaré/SP/Brasil, na voz de Moacir Reis, com um texto de Willian Shakespeare.

 

publicado por Bete do Intercambiando às 02:18

03
Set 12

Escrevi há meses atrás no Intercambiando sobre o  Maracatu, que é uma manifestação da cultura popular brasileira, mais propriamente do Nordeste. Ontem fazendo um trabalho sobre o assunto para a faculdade, encontrei um texto bastante interessante e poético, escrito provavelmente nos anos 40 por Mario Sette ( 1886/1950), um escritor Pernambucano.

Reproduzo o texto aqui, que foi extraído de seu livro " Maxombas e Maracatus", com as fotos cedidas por um amigo italiano que esteve este ano em Nazaré da Mata (PE) e registrou estes momentos. Notem que entre o texto e as fotos passaram-se aproximadamente 60 anos, mas parecem foram feitos um para o outro.

 

“Eram típicos no carnaval de antigamente. típicos, numerosos, importantes, suntuosos. No meio do vozerio da mascarada, dominando as marchas dos cordões, ouvia-se ainda longe o rumor constante, uniforme, monótono dos atabaques:

Bum…bum…bum…bum…
Bum…bum…bum…bum…

 

 

 

                       

Era um maracatu. Havia os que gostavam dele e esperavam-no com curiosidade. Havia os que protestavam contra a revivescência africana e resmungavam.

Bum…bum…bum…bum…

No fim da rua, por cima do povo, surgia o grande chapéu de sol vermelho, rodando, oscilando, curvando-se.

 

 

E o batuque cada vez mais perto, mais perto. Dali a pouco desfilava o cortejo real dos negros.

 

 

 

Vinha o rico estandarte com cores vivas e bordados a ouro.

 

 

Seguiam-se as alas de mulheres ostentando turbantes, saias bem rodadas, corpetes enfeitados de vidrilhos. Traziam fetiches religiosos nas mãos.

 

 

 

Depois o Rei e a Rainha, em trajes majestosos, debaixo da ampla umbela de seda encarnada com franjas douradas. Empunhavam os cetros, vestiam longos mantos, e tinham cabeças coroadas.

 

 

Na retaguarda do préstito, os atabaques, as marimbas, os congás, os pandeiros, as buzinas… As canções que todos entoavam eram ordinariamente nostálgicas, como uma ancestral saudade da terra de berço, ficada tão distante. Costumavam também cantar assim:

 

 

Bravos, Ioio! Maracatu Já chegou.
Bravos, Iaia! Maracatu vai passar.

 

Uma das mulheres empunhava uma grande boneca de pano toda engalanada de fitas, e repetia numa toada dolente:

 

A boneca é de seda…
A boneca é de seda…

 

 

 

Os maracatus paravam em frente às casas dos protetores e ali dançavam durante alguns minutos. Antigamente licenciavam-se dezenas deles e apresentavam-se com verdadeiro luxo. Nas sedes havia demoradas festas, com danças e batuques, a que assistiam os soberanos sob um dossel de veludo

 

 

Todos os negros da costa, tão comuns no Recife de ontem, aqueles mesmos que se reuniam , também, religiosamente, na Igreja do Rosário, lá se achavam para tomar parte no toques. O maracatu hoje escasseia e já não tem mais o esplendor de antes. Em menino eu tinha medo dos maracatus.

 

 

Medo e como uma espécie de piedade intraduzível. Aqueles passos de dança, aqueles trajes esquisitos, aqueles cantos dolentes, me davam uma agonia…Eu me encolhia todo, juntando-me à saia de chita de minha mãe preta, com receio talvez de que os negros do maracatu a levassem também. E eu não sabia ainda ser o maracatu uma saudade…Hoje é que a compreendo, que a sinto, recordando os maracatus de minha infância e de minha terra, vendo os carnavais de outras cidades e de outra época… Parece-me perceber ainda o batuque longínquo, cada vez mais remoto, cada vez mais indeciso, quando, na alta noite da terça-feira, no silêncio e na tristeza do Carnaval acabado, o derradeiro maracatu se recolhia à sede…

Bum…bum…bum…bum…
Bum…bum…bum…bum…

E lá se ia, como se foi, o meu maracatu de menino…”

 

 Texto extraído do blog http://maracatu.org.br/o-maracatu/breve-historia/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 18:36

18
Jul 12

Hoje, na novela "Amor Eterno Amor", da Redeglobo, foi o casamento de Gabriel ( pai de 3 filhas e uma sogra) e de Beatriz ( mãe de 1filho, 1 filha, mais um pai), que reunirão todos os agregados para morar sob o mesmo teto, bem no estilo " Os teus, os meus e os nossos".

 

O casamento foi de grande emoção, com a filha de Gabriel, Gabi, dona de uma linda e doce voz, cantando "SE EU QUISER FALAR COM DEUS"!

 

Como não tenho a cena do casamento gravada, busquei todas as interpretações desta linda música, cuja letra é de Gilberto Gil, e foi impossível não se emocionar com a interpretação em Capela, de nossa saudosa Elis Regina.

 

A Letra, por si só, já dá um tratado filosófico, e com esta interpretação, é de arrepiar!

 

 

 

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar 

 

Elis Regina e Gilberto Gil, numa foto da Revista Época

publicado por Bete do Intercambiando às 23:48

12
Abr 12

Gosto de tudo que se relaciona com nossa língua! Expressões idiomáticas, etimologia das palavras, novas expressões que vão surgindo, outras que entraram em desuso. Lá no Intercambiando, tenho até um link sobre o assunto.

 

Estávamos reunidos no sábado de manhã em casa de minha mãe tomando nosso desjejum, alegres,  pois não é sempre que temos esta oportunidade de nos reunir. Os cachorros ( Elvira e Robinho) em volta da mesa fazendo festinha prá ganhar alguma coisa.

 

 Robinho, foi um " presente de grego" que minha mãe ganhou de uma das netas! Mas vive às turras com ele pois, como todo bebê, até criar juízo vai longe. Já aprontou poucas e boas!..Dos canteiros que ela tanto estima não sobrou quase nada. Pouco entra em casa, porque todo cuidado com ele é pouco.

 

Mamãe, por sua vez, não quer abrir mão do pestinha pois já se afeiçoou, mas não consegue passar algumas horas sem reclamar de suas artes...E, prá variar, reclamava dele no café da manhã.

 

- Isso é um " fadário"! disse ela...

 

Como este termo nunca ouvimos por aqui, a não ser dentro de nossa casa, começamos a rir! Sempre achamos que essa seria alguma palavra inventada por ela, ou pela mãe dela, ou talvez pela avó dela.

 

Mas, qual não foi a surpresa, ao procurar no "Aurélio":

 

Fadário: Destino traçado pelo sobrenatural, vida difícil e trabalhosa!

 

Imagine se rimos pouco sobre o assunto! Virou a chacota do dia!

 

 O Fadário no colo de sua dona. Esta foto é da Páscoa de 2011, dia do "presente" 

 

 

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 21:26

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