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05
Dez 11

Gosto de Carlos Drumond de Andrade, porque sua fala é de uma beleza e simplicidade, que não tem como não compreender e gostar!

 

Aqui ele nos fala de uma Casa e sua Arrumação:

 

Casa arrumada  é assim: 

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

 

publicado por Bete do Intercambiando às 02:38

Maravilhoso poema de um senhor que me diz muito.

Conhece Mário Quintana???

ele escreveu em tempos um pequeno poema delicioso chamado: Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

MariaLua a 8 de Fevereiro de 2012 às 18:06

Maria Lua
No primeiro momento que vi seu comentário, tive um susto e achei que seria a "Nossa Maria", amiga querida que nos acompanhou aqui no Blog longo tempo, como autora, e que de repente, não mais que de repente, como diria o poeta, nos deixou, e levou consigo todas as lembranças queridas que dela tínhamos! Sumiu também do Sapo, onde tinha mais 3 blogs. Não deixou rastros, apenas um vazio de uma amizade que se fortalecera por aqui, neste mundo tão virtual, e tão real!...Até hoje, quando ainda me lembro dela, sinto saudades daquela mulher forte, inteligente, interessante, que sempre tinha alguma coisa nova para contar.
...E ela também tinha ligação com a lua! Com o "Luar" mais propriamente, que carregava no e-mail....Onde andará Maria?!!!
Mas, ao visitar seu blog, achei que não era Nossa Maria, pois tens lá sua foto, que Maria nunca nos revelou. Lá falas de sonhos, que Maria nunca nos contou...Ou será que Maria mudou?

Um grande abraço
Bete

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