Este é um blog aberto ao público, para que aqui deixe sua postagem a respeito do tema em seu país. Pode ser a Sabedoria Popular em qualquer área: Saúde, Beleza, Vida, Particularidades Culturais, Religião, Arte.

19
Jan 13

Morei alguns anos em Santos/SP/Brasil!

Lá, a alguns anos atrás foi oferecido uma série de isenções de impostos e incentivos aos proprietários de imóveis antigos, do começo do século XX. A região central da cidade, antes disso, era bastante deprimente e antro de drogados e prostitutas, o que não animava a estes proprietários investir nas próprias propriedades.

 

Contudo, sempre tem pessoas arrojadas e bem intencionadas que não medem esforços para preservar a história, sem perder o conforto e adaptando-os à modernidade.

Tive oportunidade de entrar em alguns desses imóveis quando lá residi e fiquei deslumbrada com o que o bom gosto, o conhecimento arquitetônico e um bom investimento podem conseguir.

 

Um destes que me impressionou muito foi a sede da Construtora Phoenix que, outrora, havia sido o Palacio da banca Italiana Di Sconto, construído em 1920, na época áurea do café. Em estilo Florentino o prédio possuía todos os seus móveis, guichês, etc. realizados pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Na restauração foram preservadas todas as características da fachada

 

e todos os brasões do salão principal

 

 

 

Segundo o blog Netuno Artes (http://netunoartes.blogspot.com.br/2011/11/predio-da-construtora-phoenix.html), este salão recebeu três mil folhas de ouro aplicadas nos revestimentos dos detalhes das 24 molduras com brasões que representam provincias italianas.

 

Vou ficar devendo, por enquanto, as fotos do lustre central em estilo Império e com cristais tchecos.

 

Esta restauração, além de recuperar o patrimônio histórico, acabou projetando ainda mais a construtora que recebeu inúmeros prêmios na ocasião. A quem quiser saber mais sobre a reforma e a construtora clique aqui.

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publicado por Bete do Intercambiando às 16:06

03
Set 12

Escrevi há meses atrás no Intercambiando sobre o  Maracatu, que é uma manifestação da cultura popular brasileira, mais propriamente do Nordeste. Ontem fazendo um trabalho sobre o assunto para a faculdade, encontrei um texto bastante interessante e poético, escrito provavelmente nos anos 40 por Mario Sette ( 1886/1950), um escritor Pernambucano.

Reproduzo o texto aqui, que foi extraído de seu livro " Maxombas e Maracatus", com as fotos cedidas por um amigo italiano que esteve este ano em Nazaré da Mata (PE) e registrou estes momentos. Notem que entre o texto e as fotos passaram-se aproximadamente 60 anos, mas parecem foram feitos um para o outro.

 

“Eram típicos no carnaval de antigamente. típicos, numerosos, importantes, suntuosos. No meio do vozerio da mascarada, dominando as marchas dos cordões, ouvia-se ainda longe o rumor constante, uniforme, monótono dos atabaques:

Bum…bum…bum…bum…
Bum…bum…bum…bum…

 

 

                       

Era um maracatu. Havia os que gostavam dele e esperavam-no com curiosidade. Havia os que protestavam contra a revivescência africana e resmungavam.

Bum…bum…bum…bum…

No fim da rua, por cima do povo, surgia o grande chapéu de sol vermelho, rodando, oscilando, curvando-se.

 

 

E o batuque cada vez mais perto, mais perto. Dali a pouco desfilava o cortejo real dos negros.

 

  

Vinha o rico estandarte com cores vivas e bordados a ouro.

 

 

Seguiam-se as alas de mulheres ostentando turbantes, saias bem rodadas, corpetes enfeitados de vidrilhos. Traziam fetiches religiosos nas mãos.

 

 

  

Depois o Rei e a Rainha, em trajes majestosos, debaixo da ampla umbela de seda encarnada com franjas douradas. Empunhavam os cetros, vestiam longos mantos, e tinham cabeças coroadas.

  

Na retaguarda do préstito, os atabaques, as marimbas, os congás, os pandeiros, as buzinas… As canções que todos entoavam eram ordinariamente nostálgicas, como uma ancestral saudade da terra de berço, ficada tão distante. Costumavam também cantar assim:

 

 

Bravos, Ioio! Maracatu Já chegou.
Bravos, Iaia! Maracatu vai passar.

 

Uma das mulheres empunhava uma grande boneca de pano toda engalanada de fitas, e repetia numa toada dolente:

 

A boneca é de seda…
A boneca é de seda…

 

 

 

Os maracatus paravam em frente às casas dos protetores e ali dançavam durante alguns minutos. Antigamente licenciavam-se dezenas deles e apresentavam-se com verdadeiro luxo. Nas sedes havia demoradas festas, com danças e batuques, a que assistiam os soberanos sob um dossel de veludo

 

 

 

Todos os negros da costa, tão comuns no Recife de ontem, aqueles mesmos que se reuniam , também, religiosamente, na Igreja do Rosário, lá se achavam para tomar parte nos toques. O maracatu hoje escasseia e já não tem mais o esplendor de antes. .

 

 

 Em menino eu tinha medo dos Maracatus

 

Medo e como uma espécie de piedade intraduzível. Aqueles passos de dança, aqueles trajes esquisitos, aqueles cantos dolentes, me davam uma agonia…Eu me encolhia todo, juntando-me à saia de chita de minha mãe preta, com receio talvez de que os negros do maracatu a levassem também. E eu não sabia ainda ser o maracatu uma saudade…Hoje é que a compreendo, que a sinto, recordando os maracatus de minha infância e de minha terra, vendo os carnavais de outras cidades e de outra época… Parece-me perceber ainda o batuque longínquo, cada vez mais remoto, cada vez mais indeciso, quando, na alta noite da terça-feira, no silêncio e na tristeza do Carnaval acabado, o derradeiro maracatu se recolhia à sede…

Bum…bum…bum…bum…
Bum…bum…bum…bum…

E lá se ia, como se foi, o meu maracatu de menino…”

 

 Texto extraído do blog http://maracatu.org.br/o-maracatu/breve-historia/

 

Fotos: Ricardo Iorio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Bete do Intercambiando às 18:36

18
Jul 12

Hoje, na novela "Amor Eterno Amor", da Redeglobo, foi o casamento de Gabriel ( pai de 3 filhas e uma sogra) e de Beatriz ( mãe de 1filho, 1 filha, mais um pai), que reunirão todos os agregados para morar sob o mesmo teto, bem no estilo " Os teus, os meus e os nossos".

 

O casamento foi de grande emoção, com a filha de Gabriel, Gabi, dona de uma linda e doce voz, cantando "SE EU QUISER FALAR COM DEUS"!

 

Como não tenho a cena do casamento gravada, busquei todas as interpretações desta linda música, cuja letra é de Gilberto Gil, e foi impossível não se emocionar com a interpretação em Capela, de nossa saudosa Elis Regina.

 

A Letra, por si só, já dá um tratado filosófico, e com esta interpretação, é de arrepiar!

 

 

 

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar 

 

Elis Regina e Gilberto Gil, numa foto da Revista Época

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publicado por Bete do Intercambiando às 23:48

12
Abr 12

Gosto de tudo que se relaciona com nossa língua! Expressões idiomáticas, etimologia das palavras, novas expressões que vão surgindo, outras que entraram em desuso. Lá no Intercambiando, tenho até um link sobre o assunto.

 

Estávamos reunidos no sábado de manhã em casa de minha mãe tomando nosso desjejum, alegres,  pois não é sempre que temos esta oportunidade de nos reunir. Os cachorros ( Elvira e Robinho) em volta da mesa fazendo festinha prá ganhar alguma coisa.

 

 Robinho, foi um " presente de grego" que minha mãe ganhou de uma das netas! Mas vive às turras com ele pois, como todo bebê, até criar juízo vai longe. Já aprontou poucas e boas!..Dos canteiros que ela tanto estima não sobrou quase nada. Pouco entra em casa, porque todo cuidado com ele é pouco.

 

Mamãe, por sua vez, não quer abrir mão do pestinha pois já se afeiçoou, mas não consegue passar algumas horas sem reclamar de suas artes...E, prá variar, reclamava dele no café da manhã.

 

- Isso é um " fadário"! disse ela...

 

Como este termo nunca ouvimos por aqui, a não ser dentro de nossa casa, começamos a rir! Sempre achamos que essa seria alguma palavra inventada por ela, ou pela mãe dela, ou talvez pela avó dela.

 

Mas, qual não foi a surpresa, ao procurar no "Aurélio":

 

Fadário: Destino traçado pelo sobrenatural, vida difícil e trabalhosa!

 

Imagine se rimos pouco sobre o assunto! Virou a chacota do dia!

 

 O Fadário no colo de sua dona. Esta foto é da Páscoa de 2011, dia do "presente" 

 

 

 

 

 

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publicado por Bete do Intercambiando às 21:26

23
Fev 12

A quadrinha diz assim:

 

"Vaca roxa não existe

Só existe arroxeada

Minha mãe disse que viu uma

Só podia ser pintada"

 

 

Vaca roxa exposta no MON ( Museu Oscar Niemayer) de Curitiba.

Infelizmente é só que sabemos dela, pois o Museu estava fechado em plena Segunda Feira de Carnaval, com tantos turistas sedentos prá ver tudo!

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publicado por Bete do Intercambiando às 02:20

15
Jan 12

Existe aqui no Brasil uma pimenta delicada, de aparência suculenta e graciosa, chamada "pimenta biquinho", devido ao seu formato arredondado terminando na ponto com um biquinho.

 

Esta pimenta, embora seu nome científico seja "chinese", ela é de origem brasileira!

 

É de sabor levemente picante, mas bastante delicado, e pode ser servida até como aperitivo.

 

Dizem ter efeitos terapeuticos rubefacientes ativos, ou seja: tem a propriedade de provocar, por contato, um forte estímulo da circulação local, resultando em três reações: sensação de calor, diminuição da dor local e aumento da sensação de conforto.  ( Fonte:   http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,4,120;11,pimenta-biquinho.aspx)

 

Aqui, comprei da marca Kamoká, que vem temperada, e dá vontade  de comer até pura!...Quando forem ao Supermercado, não deixem de trazer e apreciar, garanto que ficarão fã de carteirinha!

 


 

 

 

Segundo o site AGROTROPICAL ela também pode ser uma ótima alternativa para os produtores rurais. Inclusive, neste site, tem inúmeras receitas culinárias deliciosas com a tal pimenta, e uma loja virtual para venda das sementes, que, ao que parece, necessitam ser selecionadas não bastando apenas derramá-las do fruto.

 

Transcrevo aqui, uma das receitas do site AGROTROPICAL, que achei de babar, vou experimentar no próximo encontro com a família:

 

PIRÃO DE CAMARÃO COM PIMENTA-BIQUINHO
4 PORÇÕES
200 g de camarões
cinza, limpos e sem a tripa; 100 g de tomates sem pele e sem sementes; 100 g de
farinha de copioba
400 ml de caldo
de peixe, elaborado com cabeças de camarão
2 colheres (sopa) de cebola
picada
1 colher (chá) de alho picado
1 colher (sopa) de azeite
1 colher
(sopa) de óleo de urucum
4 colheres
(sopa) de pimenta-biquinho em conserva
Sal e pimenta-branca moída na
hora
1. Em uma frigideira de barro, aqueça o azeite e o óleo de urucum.

2. Refogue a cebola e o alho.

3. Adicione os camarões e os tomates e tempere com sal e pimenta-branca.

4. Acrescente o caldo de peixe previamente aquecido.

5. Incorpore, aos poucos, a farinha de copioba, mexendo vigorosamente. (Penso que, na falta da farinha de copioba, possa substituir, sem probelmas, pela farinha de mandioca). 

6. Deixe o pirão engrossar.

7. Retire do fogo, junte a pimenta biquinho e conserve em banho-maria, até o momento de servir.
Dica de chef: sirva com barquinhos de  beiju de tapioca. (Ou aquelas barquinhas que já tem prontas em supermercados)

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publicado por Bete do Intercambiando às 21:22

23
Dez 11

Aos que por aqui passarem um Feliz Natal, e um 2012 repleto do melhor!

 

Fiquem com esta linda mensagem de Roberto Carlos!

 

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publicado por Bete do Intercambiando às 01:42

05
Dez 11

Gosto de Carlos Drumond de Andrade, porque sua fala é de uma beleza e simplicidade, que não tem como não compreender e gostar!

 

Aqui ele nos fala de uma Casa e sua Arrumação:

 

Casa arrumada  é assim: 

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

 

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publicado por Bete do Intercambiando às 02:38

13
Nov 11

De tempos em tempos aparece aqui no Brasil novos ritmos, que vão se infiltrando em nosso cotidiano e a hora que percebemos já faz parte de nossa cultura e se alastra para os salões de dança.

Este o vanerão, ou vaneirão, como dizem outros, tem influências cubanas, e chegou primeiro no Rio Grande do Sul. Hoje, a qualquer lado que se vá, tem Vanerão.

Aos que não são daqui, um vídeo para conhecer melhor este ritmo, que é muito divertido prá se dançar!

 

 

 

 

 
 
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publicado por Bete do Intercambiando às 23:51

26
Out 11

Para o interiorano paulista,  ir à São Paulo dirigindo, quando não se faz isso amiúde, é sempre uma mistura de frio na barriga e excitação, pois tudo aquilo é tão grande, tão repleto de ruas, avenidas, alamedas, travessas, praças, em meio a um turbilhão de automóveis, businas, semáforos, placas indicativas, e tudo tem que ser muito...muito rápido, porque, uma bobeada na direção a seguir, pode lhe causar uma série de transtornos.

 

 

Eu, confesso: já amei muito tudo isso!...Quando ia com mais frequência a trabalho, adorava e aproveitava para ver tudo que, naquela época, não tínhamos no interior: Grandes shoppings centers, lojas finas, feiras de utilidades domésticas, museus, feiras de decoração!

 

Hoje, felizmente, nosso interior também tem quase tudo do que tem lá, e a gente acaba ficando numa zona de conforto e não sente mais vontade de sair dela.

 

 

Mas, há que se tentar sair, para que não fiquemos presos em nossas próprias armadilhas!... E, depois que se vai, tem muita coisa que vale a pena.

 

Ver o Masp, na outra ponta da avenida Paulista, é uma delas

 

 

 

Os Outdoors,  que sempre dão a sensação de se estar na Metrópole

 

 

E, de repente, em um muro qualquer, uma Intervenção de um artista anônimo

 

 

 

Construções arrojadas, como o Instituto Tomie Otake

 

 

 

 Convivendo com construções de outros períodos da história da cidade, como a Pinacoteca do Estado

 

 

 

E, no meio do burburinho desta movimentação toda, de repente uma ruela, que parece ser de uma cidadezinha do interior. Esta está bem atrás do Masp, próxima a Av. Paulista.

 

 

Por hoje é só!...Tem tanto prá falar e mostrar que precisará muitos posts!

 

Continua lá no Intercambiando

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publicado por Bete do Intercambiando às 00:28

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