Este é um blog aberto ao público, para que aqui deixe sua postagem a respeito do tema em seu país. Pode ser a Sabedoria Popular em qualquer área: Saúde, Beleza, Vida, Particularidades Culturais, Religião, Arte.

04
Abr 11

Tenho falado lá no Intercambiando sobre meus novos amigos, jovens ( 16, 18 anos), e do quanto  tem me feito bem conviver com eles, e observar a gama de interesses e de talentos que os envolve!...Estudo com eles, os observo, e vejo neles,  vencedores!

 

Mas, este, que aqui posto um poema, hoje, Zé Zuppani, jovem também, não estudamos juntos!....Conheço-o pessoalmente, de uma única vez, mas seus trabalhos com fotografia, quando os recebo é sempre uma agradável surpresa...Imagens captadas por olhos experientes e talentosos.

 

Já publicamos aqui mesmo,  no Sabedoria, um trabalho seu!...Tem mais alguns trabalhos lá nas Mil e uma faces do Brasil , também!....Mas, aos que quiserem ver seu talento e da família toda ( pai e irmão), por completo, visitem o http://www.fotonatural.com.br  . Ah!...Ele tem um blog também http://infotoarte.blogspot.com/

 

Mas, vamos ao poema, que tenho certeza, gostarão!

 

O nome do poema é VEGETARIAMOS

                                                                                 

 

                                                                                           

sol,

tanto e grande sol!

fama de astro, de drama, em chama.

raios de energia, geração de vida no planeta estufa.

folhas e mais folhas. Verdes folhas molhadas de chuva!

lindos pedaços verdes de poderosíssima evolução. Da luz se faz

alimento aos bichos e nós...bichos. Frutificamos da energia solar.

verdadeiros frutos dessa copa hão de vir, é época. Porém, antes,

lindas flores a desabotoar; coloridas de delicadeza. Néctar

aos visitantes que de tamanha sede não percebem o que

estão a fecundar. Sim, os recomendáveis frutos

de nossa dieta. Lambuzados em suculência e

deliciado pelos frutos esquecemos suas

sementes ao chão. Germinam

novos troncos.

tronco casca,

seguro forte.

casca e látex,

seiva de lucro.

madeira de lei

sem lei. Início do

fim. Madeira imóvel

aos nossos móveis, um

eterno monumento à morte.

esperança! raízes filtram o caos,

a lama. água; terra; crianças. nossa

ultima raiz.

 

 

 

 Este é um de seus trabalhos fotográficos que gosto muuuuiiittto mesmo!

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 22:43

19
Out 10

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

 

Quero dedicar este poema de Carlos Drumond de Andrade, à minha filha e seus amigos desbravadores de "pedras no meio do caminho".Se quiserem ver suas aventuras deem uma expiadinha no  http://intercambiando.blogs.sapo.pt/26065.html   .

Este poema foi publicado  em 1928 na  modernista "Revista de Antropofagia", e muito criticado, então!

  

Dificilmente há quem não o conheça!...Talvez tenham sido as próprias críticas da época que o tenham marcado tanto!

Acabou virando uma marca registrada de Carlos Drumond de Andrade que, mais tarde, em 1967, acabou lançando um livro " Uma Pedra no meio do Caminho-Biografia de um Poema".

 

 

 

...Não é difícl encontrar quem não se identifique!!!

 

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 20:42

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